Casa dos Peixes
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Aquário de água doce · 11 tipos de algas · verificado a 5 de outubro de 2026

Guia de identificação de algas de aquário

Como distinguir um tipo de alga de outro, de onde vem cada um e como se elimina. A informação foi reunida a partir dos guias do 2Hr Aquarist, da Aquasabi, da GWAPA, da Aquarium Co-op e de guias em russo. Onde as fontes discordam entre si, isso é dito claramente.

Um caracol abre um caminho na película verde do vidro
Um caracol abre um caminho na película verde do vidroFoto: Ivan Radic, CC BY 2.0, Flickr

Quatro regras antes de qualquer tratamento

  • As algas são um sintoma. Quase todos os surtos significam que as plantas estão mal, que há muita matéria orgânica no aquário ou que há mais luz do que as plantas conseguem usar.
  • A química elimina o que já cresceu. A água oxigenada e os algicidas não resolvem a causa. Se as condições não forem corrigidas, as algas voltam.
  • Altere um parâmetro de cada vez. Depois de cada alteração espere uma a duas semanas; de outro modo não se percebe o que resultou.
  • Um aquário novo tem sempre algas. Nas primeiras 4–8 semanas, quase todas as montagens passam por película castanha e filamentos verdes. Passa sozinho.

Identificador: o que está a ver

Escolha o aspeto das algas ou vá diretamente para o tipo que procura.

Black Beard Algae: pincéis escuros ao longo da margem da folha
Black Beard Algae: pincéis escuros ao longo da margem da folhaFoto retirada da internet

Black Beard Algae

BBA · Black Brush Algae · à letra, «alga barba negra»

Audouinella sp., Rhodochorton sp. — algas vermelhas

Dificuldade de combate9,6 em 10

Como reconhecer

  • Pincéis densos de filamentos finos, com alguns milímetros a um par de centímetros de comprimento. A cor vai do verde-escuro e cinzento ao preto.
  • Agarra-se com força às margens das folhas velhas, aos troncos, às rochas, à saída do filtro e ao difusor de CO₂.
  • Teste: em álcool, o tufo fica avermelhado. É assim que se distinguem as algas vermelhas das verdes.

Porque aparece

  • O CO₂ no aquário plantado é insuficiente ou o seu nível oscila ao longo do dia.
  • Acumulou-se matéria orgânica: substrato e filtro sujos, excesso de comida, mudanças de água raras.
  • As plantas estão debilitadas: folhas velhas e danificadas, plantação demasiado densa, substrato compactado junto às raízes.
  • Há zonas sem circulação ou, pelo contrário, um jato forte que bate sempre no mesmo ponto.
  • Algumas fontes acrescentam o excesso de ferro e de micronutrientes (Aquasabi, GWAPA).

O que fazer

  1. Corte as folhas velhas afetadas. Limpe as rochas e os troncos com uma escova, fora do aquário.
  2. Limpe o filtro, aspire o substrato e mude 50 % da água por semana. Durante o combate, reduza o fotoperíodo para 6–7 horas.
  3. Estabilize a injeção de CO₂ durante todo o fotoperíodo (referência: 20–30 mg/l) e distribua a circulação de forma uniforme.
  4. Tratamento localizado: desligue o filtro, aplique glutaraldeído ou água oxigenada a 3 % sobre os tufos com uma seringa e volte a ligar o filtro ao fim de alguns minutos. Repita 3–4 dias seguidos. A BBA fica esbranquiçada ou rosada e morre. As doses estão na secção «Métodos e dosagens».
  5. A decoração pode ser tratada fora de água: pulverize com água oxigenada a 3 %, deixe atuar 5 minutos e enxague.

Quem come. Comedor de algas siamês, peixe-bandeira da Florida (Jordanella) e camarões Amano. Preferem a BBA já enfraquecida pelo tratamento e não eliminam a causa.

O combate é demorado: a Aquarium Co-op estima 6–8 meses para a eliminação total.

Tufos cinzentos de alga ao longo das margens da folha
Tufos cinzentos de alga ao longo das margens da folhaFoto retirada da internet
Compsopogon nas folhas de uma planta de aquário (assinalado com setas)
Compsopogon nas folhas de uma planta de aquário (assinalado com setas)Foto: Shing Hei Zhan et al., CC BY 4.0, Wikimedia Commons

Staghorn Algae

à letra, «corno de veado»

Compsopogon sp. — alga vermelha

Dificuldade de combate8,8 em 10

Como reconhecer

  • Filamentos ramificados que lembram os chifres de um veado. Cor cinzenta, esbranquiçada ou verde-acinzentada.
  • Cresce nas margens das folhas, no equipamento e na decoração; alguns fios chegam aos 15 cm.
  • Em álcool fica avermelhada, tal como a BBA.

Porque aparece

  • Excesso de ferro e de micronutrientes. Referência da Aquasabi: 0,05–0,1 mg/l de ferro.
  • Falta de CO₂ ou de macronutrientes: as plantas param de crescer e os nutrientes em excesso ficam para as algas.
  • Matéria orgânica no substrato, mudanças de água raras, circulação fraca.
  • Chega com as plantas: já foram encontradas algas vermelhas em plantas de lojas de aquariofilia.

O que fazer

  1. Retire à mão e com uma escova e corte as folhas afetadas.
  2. Reduza a dose de ferro e de micronutrientes e acerte o CO₂ e os macronutrientes.
  3. Aspire o substrato e mude 50 % da água por semana.
  4. Glutaraldeído (Easy Carbo, 1–2 ml por 50 l): ao fim de alguns dias a alga fica esbranquiçada ou rosada e os camarões comem os restos. Também pode aplicar água oxigenada a 3 % de forma localizada.
  5. O blackout não ajuda: quase não tem efeito sobre as algas vermelhas.

Quem come. Viva, quase nenhum animal a come. Depois do tratamento, os camarões aproveitam os restos; há relatos de comedores de algas siameses que a comem.

Cianobactérias no substrato, junto ao vidro frontal
Cianobactérias no substrato, junto ao vidro frontalFoto: Emboli, CC BY 3.0, Wikimedia Commons

Blue-Green Algae

BGA · Cyanobacteria · cianobactérias

Oscillatoria, Nostoc, Anabaena e outras — são bactérias, não algas

Dificuldade de combate3,9 em 10

Como reconhecer

  • Película viscosa verde-escura ou verde-azulada, por vezes quase preta ou violeta-avermelhada. Sai em placas inteiras.
  • Cheiro intenso a terra e a mofo.
  • Começa no substrato junto ao vidro e nas plantas fracas e depois cobre-as como um tapete.

Porque aparece

  • Nitrato perto de zero: as plantas passam fome de azoto e, ao mesmo tempo, há muito fosfato.
  • Matéria orgânica: substrato sujo, excesso de comida, limpeza irregular.
  • Zonas sem circulação e pouco oxigénio.
  • Filtro biológico imaturo ou danificado.

O que fazer

  1. Retire a película com um sifão, limpe o substrato e reforce a circulação e a aeração.
  2. Suba o nitrato: as fontes indicam entre 5 e 20 mg/l. Acrescente plantas de crescimento rápido.
  3. Blackout de 3–5 dias com aeração reforçada. Funciona bem contra as cianobactérias.
  4. Água oxigenada a 3 %: de forma localizada com uma seringa ou no volume total, 8–15 ml por 50 l, 3–4 dias seguidos. Depois de a película morrer, mude pelo menos 50 % da água.
  5. Último recurso: eritromicina (nos EUA vende-se como Maracyn, 1 saqueta por 38 l; a GWAPA recomenda meia dose) ou produtos prontos como Blue Exit e Chemiclean. O antibiótico pode afetar as bactérias do filtro.

Quem come. Não há animais que a comam de forma fiável. A película pode ser tóxica e os animais evitam-na.

O tratamento elimina a película, mas sem azoto para as plantas e sem um substrato limpo ela volta.

Película castanho-dourada na decoração: é este o aspeto habitual destas incrustações no aquário
Película castanho-dourada na decoração: é este o aspeto habitual destas incrustações no aquárioFoto: Genista, CC BY-SA 2.0, Flickr
Diatomáceas ao microscópio: cada célula tem uma carapaça de sílica
Diatomáceas ao microscópio: cada célula tem uma carapaça de sílicaFoto: Prof. Gordon T. Taylor, Stony Brook University, Public domain, Wikimedia Commons

Brown Algae (Diatoms)

algas castanhas, diatomáceas

Bacillariophyta — unicelulares com carapaça de sílica

Como reconhecer

  • Película castanha, com aspeto de pó, no vidro, no substrato, nas folhas e no equipamento. Por vezes, filamentos castanhos curtos.
  • Sai facilmente com o dedo ou com uma esponja.
  • Aparece 1–3 semanas depois da montagem do aquário.

Porque aparece

  • Aquário novo: a microflora ainda não se formou e não há concorrência.
  • Amoníaco e fosfatos, e as substâncias libertadas pelas plantas em adaptação.
  • As diatomáceas precisam de silicatos para a carapaça. Os guias antigos consideram-nos a causa principal; o 2Hr Aquarist discorda: há silicatos em quase toda a água e, por si só, não determinam o surto.
  • As fontes antigas referem ainda luz fraca e lâmpadas gastas.

O que fazer

  1. Não é grave: num aquário em arranque, a película desaparece sozinha em poucas semanas.
  2. Limpe a película e aspire-a durante as mudanças de água.
  3. Nas primeiras semanas mantenha o fotoperíodo em 6–7 horas e doses moderadas de fertilizante.
  4. Plante mais e transfira parte do material filtrante de um filtro maduro.
  5. Se a película castanha persistir num aquário antigo, teste os silicatos da água. A osmose inversa e os absorventes de silicatos ajudam.

Quem come. Otocinclus, camarões Amano, caracóis nerita e ancistrus. Introduza-os quando o aquário tiver cerca de um mês.

Green Spot Algae nas folhas de anúbias
Green Spot Algae nas folhas de anúbiasFoto retirada da internet
Green Spot Algae no vidro: pontos isolados e película já unida
Green Spot Algae no vidro: pontos isolados e película já unidaFoto retirada da internet

Green Spot Algae

GSA · à letra, «pontos verdes»

Provavelmente Coleochaete sp. — alga verde

Dificuldade de combate3,2 em 10

Como reconhecer

  • Pontos verdes, duros, planos e redondos, no vidro e nas folhas de plantas de crescimento lento: anúbias, fetos.
  • Não saem com o dedo nem com a esponja, só com uma lâmina.
  • Alguns pontos no vidro existem em qualquer aquário saudável.

Porque aparece

  • Pouco fosfato: a GWAPA aponta-o como causa principal e recomenda 0,5–2 mg/l. Segundo a Aquasabi, os pontos também crescem com excesso de fosfato, a partir de 3 mg/l.
  • Falta de CO₂: as plantas crescem devagar.
  • Luz demasiado forte ou fotoperíodo demasiado longo.
  • Temperatura acima de 27 °C.

O que fazer

  1. Raspe o vidro com uma lâmina ou um raspador. O acrílico limpa-se com um cartão de plástico.
  2. Meça o fosfato e acerte-o.
  3. Fotoperíodo de 8–10 horas, CO₂ estável, mudanças de água de 50 % por semana.
  4. Corte as folhas velhas com pontos e acrescente plantas de crescimento rápido.

Quem come. Caracóis nerita e Clithon. São os que melhor raspam esta película dura. As neritas deixam ovos brancos na decoração.

Green Dust Algae: os vidros do aquário cobertos de pó verde
Green Dust Algae: os vidros do aquário cobertos de pó verdeFoto retirada da internet
A película vista de perto: camada verde solta no vidro
A película vista de perto: camada verde solta no vidroFoto retirada da internet

Green Dust Algae

GDA · à letra, «pó verde»

Espécie ainda não identificada cientificamente; as células são móveis

Dificuldade de combate5,5 em 10

Como reconhecer

  • Película verde fina e uniforme no vidro, sem pontos isolados.
  • Sai com o dedo, mas com luz forte volta num dia.
  • Depois da limpeza, os esporos passam para a água e voltam a fixar-se no vidro.

Porque aparece

  • Aquário biologicamente imaturo, com poucas plantas.
  • Mudanças bruscas: iluminação nova, poda forte, remodelação.
  • Pico de azoto. Segundo o 2Hr Aquarist: luz forte com nitrato acima de 10 mg/l, água quente, matéria orgânica e pouco oxigénio.

O que fazer

  1. Método da espera: não toque no vidro durante 3–4 semanas. A película engrossa e começa a soltar-se; nessa altura retire-a de uma vez e faça uma grande mudança de água.
  2. Mais rápido: esterilizador UV durante 2–3 dias ou blackout de 3–5 dias.
  3. A longo prazo: plantação densa (plantas em 70 % da área ou mais), CO₂ acima de 30 mg/l, nitrato perto de 5 mg/l até estabilizar e água abaixo de 24 °C.

Quem come. Caracóis, ancistrus e otocinclus. Comem uma parte, mas não limpam o vidro por completo.

Água verde num aquário de água doce
Água verde num aquário de água doceFoto: Russel Leidich/dangerousfishbowl, CC BY 3.0, Wikimedia Commons

Green Water

água verde

Chlorella, Scenedesmus, Ankistrodesmus, Euglena — unicelulares em suspensão

Dificuldade de combate2,3 em 10

Como reconhecer

  • A água fica uniformemente verde, como sopa de ervilhas. Nada se deposita nas superfícies.
  • Não confunda com a turvação esbranquiçada: é um surto bacteriano num aquário em arranque. Por vezes a turvação branca fica verde mais tarde.

Porque aparece

  • Sol direto ou excesso de luz.
  • Pico de amoníaco: aquário por ciclar, excesso de comida, um medicamento que matou o filtro biológico.
  • Excesso de fertilizante, mudanças de água raras.
  • É mais frequente na primavera e no verão: a água está mais quente e os dias são mais longos.

O que fazer

  1. O esterilizador UV limpa a água em 2–3 dias. Funciona melhor numa bomba separada, com caudal baixo. Num aquário plantado não o deixe ligado em permanência: a radiação ultravioleta degrada os quelatos dos fertilizantes.
  2. Blackout: de 5 dias (GWAPA) a uma semana (Aquarium Co-op), com aeração.
  3. As dáfnias, numa maternidade ou numa rede, comem as algas em suspensão.
  4. Filtragem fina: lã de filtro densa, lavada 2–3 vezes por dia.
  5. Sobre as mudanças de água as fontes divergem: a GWAPA recomenda apenas pequenas mudanças, de 5–10 % por dia; a Aquasabi, várias grandes mudanças seguidas.

Quem come. Dáfnias. Os peixes e os camarões não resolvem a água verde.

Fuzz Algae: penugem verde curta ao longo das folhas
Fuzz Algae: penugem verde curta ao longo das folhasFoto retirada da internet
Oedogonium ao microscópio
Oedogonium ao microscópioFoto: T.Voekler, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

Fuzz Algae

Oedogonium · à letra, «penugem»

Oedogonium sp. — alga verde filamentosa

Dificuldade de combate6,5 em 10

Como reconhecer

  • Penugem verde curta, com 1–5 mm, nas margens das folhas, na decoração e no vidro.
  • Os filamentos crescem separados e não formam um tapete contínuo.
  • Um pouco desta penugem no aquário é normal.

Porque aparece

  • Semanas 4 a 8 depois da montagem.
  • Faltam CO₂ ou macronutrientes às plantas: azoto, fósforo, potássio.
  • Plantas fracas, de crescimento lento, sob luz forte.

O que fazer

  1. Acerte uma fertilização equilibrada. Segundo o CO2-Aqua, a Fuzz Algae desaparece muitas vezes numa semana.
  2. CO₂ a 20–30 mg/l e mais plantas de crescimento rápido.
  3. Corte as folhas muito cobertas. Em casos graves, faça um ciclo de Easy Carbo em conjunto com camarões.

Quem come. Camarões Amano e Neocaridina, molinésias, comedores de algas siameses e otocinclus.

Rhizoclonium: nuvem solta de filamentos finos sobre as plantas
Rhizoclonium: nuvem solta de filamentos finos sobre as plantasFoto retirada da internet
Amostra seca: filamentos emaranhados e sem ramificações, escala de 5 cm
Amostra seca: filamentos emaranhados e sem ramificações, escala de 5 cmFoto retirada da internet

Rhizoclonium

Green thread algae

Rhizoclonium sp. — alga verde filamentosa

Dificuldade de combate5,8 em 10

Como reconhecer

  • Filamentos finos, moles, verde-claros, que ficam como uma «teia» sobre as plantas e o substrato.
  • Os filamentos não se ramificam. Fora de água tornam-se uma massa viscosa e sem forma.
  • Retira-se com facilidade: enrola-se num palito.

Porque aparece

  • Aquário novo, ciclo do azoto por estabilizar, amónio do substrato novo ou de folhas em decomposição.
  • CO₂ instável ou baixo em relação à luz.
  • Zonas com pouca circulação.

O que fazer

  1. Enrole os filamentos num palito de madeira de dois em dois dias, enquanto durar o surto.
  2. Verifique o CO₂: a injeção deve ser constante desde que a luz acende até que se apaga.
  3. Fotoperíodo de 7–8 horas. Altere um parâmetro de cada vez.
  4. Em geral, a Rhizoclonium desaparece sozinha quando o aquário amadurece.

Quem come. Camarões Amano: segundo a Gensou, 5–8 exemplares limpam um aquário de 60 litros numa semana. As Neocaridina e os platis ajudam.

Spirogyra: novelo de filamentos finos verde-vivos
Spirogyra: novelo de filamentos finos verde-vivosFoto retirada da internet

Spirogyra

Green thread algae

Spirogyra sp. — alga verde filamentosa

Dificuldade de combate9,2 em 10

Como reconhecer

  • Filamentos longos, verde-vivos e sem ramificações, muito escorregadios ao toque.
  • Desfaz-se facilmente entre os dedos e cresce muito depressa.
  • Gosta de luz forte e em poucos dias envolve as plantas.

Porque aparece

  • Luz muito forte.
  • Picos de amoníaco: excesso de comida, substrato com lodo, um peixe morto.
  • Desequilíbrio no azoto, excesso de ferro.

O que fazer

  1. Retire à mão todos os dias: enrole num palito, penteie com uma escova.
  2. Reduza a intensidade da luz e o fotoperíodo.
  3. Blackout de 3 dias com o CO₂ desligado e, depois, mudanças de água diárias.
  4. Água oxigenada a 3 % no volume total (AquaScapeClub: 20 ml por 100 l, 5 noites seguidas, com aeração reforçada). O resultado é irregular.
  5. Os algicidas comuns têm pouco efeito sobre a Spirogyra.

Quem come. Comem-na com pouca vontade. O CO2-Aqua refere os barbos-rosados (Pethia conchonius).

Filamentos rígidos e ramificados de Cladophora (amostra de Cladophora glomerata)
Filamentos rígidos e ramificados de Cladophora (amostra de Cladophora glomerata)Foto: Іванова Марія, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Cladophora

Branching green algae

Cladophora sp. — alga verde ramificada

Dificuldade de combate8,2 em 10

Como reconhecer

  • Filamentos curtos, rígidos e ramificados, reunidos em tufos densos e num «feltro».
  • Esconde-se junto ao fundo, nos musgos e nas plantas rasteiras.
  • Ao toque é elástica, não viscosa. Cheira a cogumelos.

Porque aparece

  • Chega com plantas de outros aquários e com bolas de marimo (uma alga aparentada).
  • Má circulação, zonas paradas.
  • Também cresce em aquários saudáveis: ajustar os fertilizantes quase não a afeta.

O que fazer

  1. Retire com uma pinça até ao último fragmento. Desligue o filtro entretanto, para que os fragmentos não se espalhem.
  2. Trate de forma localizada com Easy Carbo ou água oxigenada a 3 %. Segundo o CO2-Aqua, são precisas 7–10 aplicações.
  3. Compre plantas in vitro ou de viveiros de confiança.
  4. Em último caso, refaça o aquário com substrato e plantas novos. Eliminar a Cladophora por completo é difícil.

Quem come. Quase nenhum animal: a Cladophora tem paredes celulares rígidas. Depois do tratamento, os camarões Amano e as Neocaridina aproveitam os filamentos enfraquecidos.

Como distinguir os filamentos verdes

TipoComprimentoAo toque e à vista
Fuzz algae1–5 mmPenugem densa nas margens das folhas, sobretudo nas mais novas
Hair algae2–15 cmMadeixas moles verde-vivas, novelos emaranhados à volta das folhas
String algae5–20 cmFilamentos isolados muito finos, pendurados nas pontas das folhas
Rhizocloniumvariável«Teia» mole, sem ramificações, perde a forma fora de água
SpirogyralongaMuito escorregadia, sem ramificações, desfaz-se entre os dedos
CladophoracurtaRígida, elástica, ramificada, cheira a cogumelos, não sai em novelo

O 2Hr Aquarist trata as fuzz, hair e string algae da mesma maneira: primeiro retirar à mão e reduzir a luz, depois devolver condições estáveis às plantas. A Cladophora e a Spirogyra exigem uma abordagem própria.

Da causa à alga

O que está malO que costuma crescerO que verificar
O aquário tem menos de dois mesesBrown Algae, Rhizoclonium, Fuzz Algae, Green Dust Algae, Green WaterAmoníaco e nitrito, fotoperíodo de 6–7 horas, densidade da plantação
CO₂ insuficiente ou instávelBBA, Staghorn Algae, Green Spot Algae, Rhizoclonium, Fuzz AlgaeDrop checker, hora a que a injeção começa, posição do difusor
Matéria orgânica: substrato e filtro sujos, excesso de comidaBBA, Staghorn Algae, Blue-Green Algae, Spirogyra, Green Dust AlgaeAspiração do substrato, lavagem do filtro, quantidade de comida
Pico de amoníacoGreen Water, Spirogyra, Rhizoclonium, Brown AlgaePeixe morto, excesso de comida, medicamentos, substrato fértil novo
Luz a mais ou ligada durante demasiado tempoGreen Spot Algae, Green Water, Spirogyra, Fuzz AlgaeFotoperíodo de 8–10 horas, sol direto da janela
Nitrato perto de zeroBlue-Green Algae, Fuzz Algae, filamentos verdesTeste de NO₃, dose de fertilizante azotado
Pouco fosfatoGreen Spot Algae, Fuzz AlgaeTeste de PO₄
Ferro e micronutrientes a maisStaghorn Algae, BBA, filamentos verdesDose de micronutrientes, teste de Fe
Água paradaBlue-Green Algae, Cladophora, BBADireção da saída do filtro, esponjas entupidas
Veio com plantas novasCladophora, Staghorn Algae, BBAQuarentena e inspeção das plantas, plantas in vitro

Métodos e dosagens

Água oxigenada a 3 %

Peróxido de hidrogénio. Atua sobretudo sobre as Blue-Green Algae e as algas verdes.

  • Localizada: desligar o filtro, aplicar sobre as algas com uma seringa, esperar alguns minutos e voltar a ligar o filtro. Dose da Aquasabi: 5 ml por cada 30 l, por aplicação. 3–4 dias seguidos e depois 2 dias de pausa.
  • No volume total: contra as Blue-Green Algae, 8–15 ml por 50 l; contra as algas verdes, 25–35 ml por 50 l. Aplicar 3–4 dias seguidos numa zona de corrente forte, nunca sobre plantas ou animais. Depois de as algas morrerem, mudar pelo menos 50 % da água.
  • Fora de água: pulverizar a decoração, deixar atuar 5 minutos e enxaguar.

Glutaraldeído

Easy Carbo, Cidex a 2,5 %, APT Fix e equivalentes. É o que melhor resulta contra as algas vermelhas (BBA, Staghorn Algae) e a Cladophora.

  • Easy Carbo: 1–2 ml por 50 l por dia, no volume total ou de forma localizada com uma seringa.
  • Cidex: 10 ml por 100 l de forma localizada, 3 dias seguidos (AquaScapeClub). Outras fontes em russo referem até 20 ml por 100 l.
  • APT Fix: até 1 ml por 10 l, uma vez por dia. Depois de tratar várias zonas, o 2Hr Aquarist recomenda uma mudança de água de 80 %.
  • A água oxigenada e o glutaraldeído atuam melhor em conjunto, mas aplicam-se em separado, sem os misturar na mesma seringa.

Blackout

Escuridão total. Funciona contra as Blue-Green Algae, os filamentos verdes, as películas e a Green Water. Contra as algas vermelhas é quase inútil.

  • Primeiro retire as algas à mão e com o sifão.
  • Desligue o CO₂ e os fertilizantes e alimente muito pouco.
  • Tape o aquário por completo com cartão ou tecido. Reforce a aeração.
  • Na maioria dos guias a duração é de 3–5 dias. Limite segundo a Aquasabi: 7 dias para plantas que gostam de muita luz e 14 para musgos, fetos e anúbias.
  • No fim, faça uma grande mudança de água e retome a luz, o CO₂ e os fertilizantes no regime habitual.

Ultravioleta, lixívia, antibiótico

  • Esterilizador UV: o principal recurso contra a Green Water e a turvação bacteriana; também ajuda contra a Green Dust Algae. Duração: 2–3 dias. Num aquário plantado não se mantém ligado em permanência.
  • Lixívia: solução a 1:20; a decoração e as plantas de folha dura mergulham-se durante 2–3 minutos e enxaguam-se muito bem. Contra a BBA e a Staghorn Algae.
  • Eritromicina: só contra as Blue-Green Algae e só quando o resto não resultou. Pode danificar o filtro biológico.
Conte a água e não o tanque: o substrato e a decoração ocupam 10–15 % do volume.
ProdutoRegra da fontePara o seu volume
Água oxigenada a 3 %, localizada, por aplicação5 ml por 30 l (Aquasabi)17 ml
Água oxigenada a 3 %, volume total, contra Blue-Green Algae8–15 ml por 50 l (Aquasabi)16–30 ml
Água oxigenada a 3 %, volume total, contra algas verdes25–35 ml por 50 l (Aquasabi)50–70 ml
Easy Carbo, por dia1–2 ml por 50 l (Aquasabi)2–4 ml
Cidex a 2,5 %, por dia10 ml por 100 l (AquaScapeClub)10 ml
APT Fix, por dia, no máximo1 ml por 10 l (2Hr Aquarist)10 ml
Mudança de água semanal de 50 %metade do volume50 l

As doses são as indicadas pelas fontes e representam limites máximos, não uma norma obrigatória. Comece por menos. A água oxigenada e o glutaraldeído danificam os musgos Riccia e Riccardia e, em doses altas, causam stress aos animais. Trabalhe com luvas e óculos e reforce a aeração durante o tratamento.

Quem come algas

Os animais ajudam a manter o aquário limpo, mas sozinhos não acabam com um surto. Introduza-os num aquário estável.

Amano shrimp
Amano shrimpFoto: Stefanie Leuker, CC0, Wikimedia Commons

Amano shrimp

Caridina multidentata · camarão Amano

Come: Filamentos verdes moles, Fuzz Algae, Rhizoclonium, diatomáceas, BBA morta

O 2Hr Aquarist recomenda 2–5 exemplares por 38 l. É o mais trabalhador contra os filamentos moles.

Siamese algae eater
Siamese algae eaterFoto: aleander2137, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Siamese algae eater

Crossocheilus oblongus · comedor de algas siamês

Come: BBA, Fuzz Algae, filamentos verdes moles

Os peixes jovens trabalham melhor. Os adultos passam facilmente para a ração.

Otocinclus
OtocinclusFoto: CHUCAO, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

Otocinclus

Otocinclus sp. · otocinclo

Come: Diatomáceas, película verde mole

Introduza-o num aquário com pelo menos um mês: precisa de água estável e de algas para comer.

Nerite snail
Nerite snailFoto: Evan Baldonado, CC BY 4.0, Wikimedia Commons

Nerite snail

Neritina, Vittina, Clithon · caracol nerita

Come: Green Spot Algae, película verde, diatomáceas

Raspa a película dura do vidro e das rochas. Deixa ovos brancos, que não se desenvolvem em água doce.

Outros ajudantes

Cherry shrimp
Cherry shrimpFoto: Emilia Murray from Edinburgh, Scotland, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons

Cherry shrimp

Neocaridina davidi · camarão-cereja

Come: Fuzz Algae, filamentos verdes moles

É preciso um grupo grande: cada camarão come pouco.

Bristlenose pleco
Bristlenose plecoFoto: JanRehschuh, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

Bristlenose pleco

Ancistrus sp. · ancistrus

Come: Diatomáceas, Green Dust Algae, película mole

Limpa vidros, rochas e troncos.

Molly, platy
Molly, platyFoto: Dnoerholm, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Molly, platy

Poecilia sphenops, Xiphophorus maculatus · molinésia, plati

Come: Fuzz Algae e filamentos verdes moles

Produzem muitos resíduos, por isso não se mantêm em grande número só por causa das algas.

Florida flagfish
Florida flagfishFoto: nat_t, CC0, Wikimedia Commons

Florida flagfish

Jordanella floridae · peixe-bandeira da Florida

Come: BBA, filamentos verdes

A Aquarium Co-op inclui-o entre os poucos peixes que comem BBA.

Ramshorn snail
Ramshorn snailFoto: Dat doris, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Ramshorn snail

Planorbella, Planorbarius · caracol planorbídeo

Come: Película mole, algas mortas

Aproveita o que sobra depois do tratamento.

Daphnia
DaphniaFoto: Dieter Ebert, Basel, Switzerland, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Daphnia

Daphnia sp. · dáfnia, pulga-de-água

Come: Green Water

Mantêm-se numa maternidade ou numa rede, para que os peixes não as comam.

Prevenção

Parâmetro para aquário plantadoReferência Aquasabi
CO₂20–30 mg/l
Nitrato NO₃10–25 mg/l
Fosfato PO₄0,1–1 mg/l
Potássio K5–10 mg/l
Magnésio Mgmais de 10 mg/l
Ferro Fe0,05–0,1 mg/l
Mudança de água50 % por semana
  • Aumente a luz aos poucos. Um aquário novo começa com 6 horas por dia e sobe 30 minutos por semana até 8–10 horas. Com luz fraca, admite-se 10–12 horas.
  • Plante com densidade desde o primeiro dia. As plantas de caule de crescimento rápido absorvem os nutrientes antes das algas.
  • Nas primeiras semanas dê um terço da dose de ferro recomendada pelo fabricante.
  • Retire a matéria orgânica: folhas a morrer, restos de comida, lodo no substrato e no filtro.
  • Mantenha as condições estáveis. CO₂, luz e fertilizantes estáveis valem mais do que números perfeitos.
  • Inspecione as plantas novas. A Cladophora e as algas vermelhas chegam com elas.
  • Não alimente em excesso. A comida que não é comida transforma-se em amoníaco e matéria orgânica.

Fontes

  1. 2Hr Aquarist: secção sobre algas, BBA, hair algae, GDA, diatoms, cyanobacteria
  2. Aquasabi, Aquascaping Wiki: visão geral, BBA, Staghorn, BGA, brown algae, GSA, GDA, green water, turvação bacteriana, fuzz algae, hair algae, green thread algae, Cladophora
  3. Aquasabi, métodos: água oxigenada, tratamento localizado, blackout
  4. GWAPA, clube de aquariofilia de Washington: Algae in the Planted Aquarium
  5. Aquarium Co-op: os seis tipos de algas mais comuns
  6. Gensou: Rhizoclonium
  7. Wikipédia: Freshwater aquarium algae
  8. AquaScapeClub: guia de algas (em russo), incluindo a escala de dificuldade
  9. CO2-Aqua: algas no aquário (em russo)
  10. FanFishka: algas no aquário (em russo)
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